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Guimarães é exemplo a replicar na adaptação e mitigação climática

Caso demonstra que as cidades de média dimensão podem ser pioneiras em estratégias climáticas integradas com ações locais tangíveis

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Guimarães volta a estar em destaque a nível europeu pela capacidade de adaptação e mitigação climática. O estudo “Integrating Adaptations and Mitigation for Climate-Resilient Decision-Making”, do projeto europeu DISTENDER, classificou o município como exemplo a replicar, demonstrando que as cidades de média dimensão podem ser pioneiras em estratégias climáticas integradas, incorporar o planeamento participativo e traduzir a política climática da União Europeia em ações locais tangíveis.

Em primeiro lugar, foram apresentados os potenciais impactos das alterações climáticas. A exposição crescente aos riscos de calor urbano e inundações, associados à alteração do uso do solo e ao crescimento socioeconómico, o aumento dos custos de saúde associados à mortalidade relacionada com o calor, que se prevê que se intensifique em cenários de emissões mais elevadas, e os desafios na harmonização do planeamento local com os quadros climáticos mais amplos de nível nacional e europeu foram as principais problemáticas observadas no município.

De seguida, o grupo de trabalho identificou estratégias para mitigar estes impactos, incluindo um planeamento climático integrado com recolha sistemática de dados locais, a avaliação conjunta de mitigação e adaptação, levando a estratégias mais coerentes e resilientes, e a cocriação local, com forte envolvimento do município, empresas, academia e cidadãos, garantindo apropriação e viabilidade. Destaque ainda para a expansão de soluções baseadas na natureza em áreas verdes e bacias hidrográficas para gerir inundações e ondas de calor.

Nesse sentido, foi desenvolvido e operacionalizado um Sistema de Apoio à Decisão, uma ferramenta prática que atualmente permite a Guimarães avaliar os impactos, os benefícios colaterais e as compensações das ações climáticas. As soluções locais personalizadas aplicadas combinam assim projeções climáticas com dados socioeconómicos, permitindo respostas direcionadas.

Refira-se que Guimarães aderiu ao projeto DISTENDER para reforçar a sua governação climática, resiliência urbana e proteção da saúde. Enquanto área urbana de média dimensão, o estudo de caso destaca como as administrações locais podem conciliar as ambições políticas europeias com as realidades a nível municipal.

Sobre o projeto DISTENDER
O projeto DISTENDER fornece aos decisores uma metodologia abrangente para identificar, avaliar e priorizar estratégias de adaptação e mitigação das alterações climáticas de forma integrada. Nesse sentido, combina modelação climática, cenários socioeconómicos, avaliação de riscos, análise de custos-benefícios e envolvimento de stakeholders, fazendo a ponte entre a ciência e a política. Através de abordagens participativas, o projeto reúne cientistas, empresas, governos, decisores políticos e cidadãos para cocriar estratégias que abordam os desafios climáticos do mundo real.

Além de Guimarães, esta abordagem holística contra riscos climáticos específicos está a ser testada no Montado (ou Dehesa, em Espanhol) em Portugal e Espanha, Áustria (através do Ministério Federal para a Ação Climática, Ambiente, Energia, Mobilidade, Inovação e Tecnologia), Países Baixos (através da Universidade de Ciências Aplicadas de Hague) e Turim (Itália). Em seguida, cinco estudos de caso complementares, em Lviv (Ucrânia), Miskolc (Hungria), Novo Gorica (Eslovénia), Valência (Espanha) e Alcorcón (Espanha), serão os primeiros a replicá-la e aplicá-la nos seus contextos locais.

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